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A transcrição original desta apresentação aparece na edição de 2 de Outubro de 2020 da Executive Intelligence Review.

Helga Zepp-LaRouche

Lyndon LaRouche: Ideias e Iniciativas

Esta é a transcrição editada da apresentação de abertura de Helga Zepp-LaRouche na Conferência Internacional de Juventude do Instituto Schiller em 26 de Setembro de 2020. A Sra. Zepp-LaRouche é a fundadora do Instituto Schiller. Ao texto original da apresentação foram adicionados subtítulos e links incorporados.

Schiller Institute
Helga Zepp-LaRouche

O propósito do evento de hoje é o de fazer com que o nome, a pessoa e as ideias de Lyndon LaRouche passem a ser conhecidos a muitos jovens ao longo de todo o mundo. As ideias de LaRouche são fundamentais para resgatar o mundo da crise atual. Uma vez que ele foi o meu marido durante 41 anos, e que eu fui, ao longo de cerca de meio século, uma de entre os seus muitos associados políticos, o que estou agora a dizer não é uma mera afirmação, é algo que é dito do mais fundo da minha alma e da minha mente. LaRouche foi (e, num sentido, e dada a sua imortalidade, ainda é), a alma mais bela e a pessoa mais criativa dos seus tempos.

Não existe maior discrepância entre a pessoa que Lyn realmente era, e é, e o tipo de retrato que dele tem vindo a ser pintado. Do ponto de vista da História universal, e se os indivíduos forem julgados com base no seu contributo para o progresso de toda a Humanidade, acredito que ele é uma das mais excepcionais figuras em toda a História. Por outro lado, a violência quase incomparável (e isso diz muito, em especial nos Estados Unidos contemporâneos) com que os seus opositores foram atrás dele, com que o difamaram e demonizaram, diz muito do ponto ao qual estavam absolutamente aterrorizados dele.

Um dos grandes filósofos alemães de direito natural, [Friedrich August] Freiherr von der Heydte, afirmou que o caso LaRouche era evocativo do Caso Dreyfuss em França. E, o ex-procurador-geral dos EUA, Ramsey Clark, ao falar perante uma comissão de inquérito ao assim chamado caso LaRouche, em 1995, disse:

O caso LaRouche representa uma coleção mais abrangente de astúcia deliberada e de má conduta sistemática, sustida ao longo de um período prolongado de tempo, pela utilização do poder do governo Federal, que qualquer outro processo que tenha sido levado a cabo pelo governo dos EUA durante todo o meu tempo de atividade ou, do qual eu tenha sequer conhecimento.

Liderança para Salvar a Humanidade da Terceira Guerra Mundial

O que esteve por trás disto, ou, quem esteve por trás disto, é aquilo a que as pessoas hoje em dia chamam de Estado Profundo [i.e. “Deep State”], ou melhor, o aparelho de inteligência Anglo-Americano; o mesmo tipo de aparelho que está por detrás da tentativa de golpe contra o Presidente Trump desde 2016, por detrás do RussiaGate, por detrás da demonização dos presidentes Putin e Xi Jinping. Inclui as pessoas que estão agora dedicadas a começar uma guerra (talvez até antes da eleição nos EUA) ou, no mínimo, levar a cabo a contenção da Rússia e da China ao ponto em que tudo pode vir a correr mal, e redundar numa III Guerra Mundial.

Os resultados do “sucesso” destas pessoas (digo isto ironicamente) é o motivo pelo qual estamos agora à beira da III Guerra Mundial; pelo qual estamos sob uma pandemia fora de controlo; pelo qual continuamos a ser confrontados pela ameaça de um colapso financeiro de todo o sistema; e, pelo qual estamos a enfrentar fome que, em especial nos países em vias de desenvolvimento, pode rapidamente vir a assumir proporções Bíblicas.

Se quisermos superar estes perigos, mesmo nesta, que é uma fase muito avançada das coisas, isso dependerá (e isto pode ser debatido, mas é a minha mais profunda convicção), dependerá da nossa capacidade, e da vossa ajuda, para limpar o nome de Lyn das mentiras, das calúnias e das distorções, e para implementar as soluções de Lyn que, com efeito, dão resposta a praticamente todos os problemas que hoje representam uma ameaça existencial à Humanidade.

Ele perspetivou duas missões essenciais para si mesmo, num artigo extraordinariamente encantador intitulado “O Indivíduo Histórico”, que vos exorto a ler. Primeira, disse ele, quero guiar-vos em segurança através do pior das atuais crises nacionais e globais. E, segunda, quero cultivar uma nova liderança de entre as fileiras dos nossos jovens, uma liderança que compreenderá os aspetos sistémicos da História e que, portanto, será muito menos propensa a cometer os mesmos erros que os tolos membros das duas recentes gerações de adultos cometeram até este ponto.

Isto é dirigido a vocês. Vocês são os jovens que são o futuro. Logo, têm de desenvolver, de entre as vossas fileiras, os tipos de líderes que farão uma diferença na História.

Lyn explicou, naquele artigo, que quando qualquer nação, qualquer cultura, é confrontada com um trágico momento de grande crise, é “avassalada pela necessidade de uma súbita e profunda mudança na qualidade da sua liderança”. Nessa altura, a sobrevivência depende da sua “disponibilidade para escolher uma nova qualidade de liderança”, e para não abandonar o destino da Humanidade aos líderes narcisistas que agora ocupam as posições de liderança, e que estão preocupados apenas com o seu sucesso pessoal, mas não com o bem-estar das suas nações ou do mundo. Vocês têm de ter a aspiração para se tornarem, todos vocês, grandes estadistas. Têm de tomar como vossos modelos, como modelos a partir dos quais querem direcionar as vossas vidas, pessoas como Benjamin Franklin, ou Abraham Lincoln, Franklin D. Roosevelt, Jeanne d’Arc, ou Martin Luther King; e, eu acrescentaria, Lyndon LaRouche.

Lyndon LaRouche discursa numa conferência do movimento LaRouche em 1976.

Um ‘Patinho Feio’

Enfrentamos agora o facto extraordinariamente perigoso de que o mundo é governado por líderes que são mediocridades, ao longo de todo o mundo; há muito poucas exceções. Líderes que realmente não estão preparados para tirar o mundo desta crise. Isto acontece num momento em que precisamos de gigantes intelectuais e morais. Os líderes indispensáveis para tempos como estes, Lyn diz no seu artigo, são pessoas que conseguiram, praticamente desde as suas infâncias, ser dominadas pelo potencial natural para o sublime. O sublime, ou seja, aquela qualidade que foi descrita por Friedrich Schiller, pela qual um ser humano subordina a sua identidade a valores mais elevados que a própria existência física, para se tornar, se não fisicamente segura, então moralmente segura.

Uma tal pessoa rejeita a banalidade da cultura pop e das tendências mais populares. Uma tal pessoa rejeita o mundo da certeza dos sentidos, do mero prazer no aqui e agora, e desenvolve o poder inato daquela qualidade que é descrita em I Coríntios 13 — agapē. Um amor profundo e apaixonado pela Humanidade, sem o qual o mundo não sairá desta crise.

Essas almas relativamente livres entre nós, diz Lyn, são os "patinhos feios", aqueles que são erroneamente apelidados de "excêntricos", porque não se enquadram no gosto popularmente aceite dos clubes sociais do tipo de paradigma que nos meteu nesta crise. Lyn, brincando (ou nem por isso), chamou-se frequentemente a si próprio de “patinho feio”. Porém, posso garantir-vos que a mente dele era o cisne mais encantador que alguma vez poderia ser visto.

O Jovem Lyndon LaRouche

Quando jovem, Lyn ouvia música Clássica e estudou as ideias de Leibniz por conta própria. Rejeitou Kant, em especial as suas ideias sobre estética, de que não havia significado na beleza, e de que a beleza era arbitrária. Rejeitou a ideia de Kant de que não havia verdade universal cognoscível.

Depois, Lyn participou na Segunda Guerra Mundial, no teatro India-Birmânia. Falou-nos muitas vezes das suas experiências nos motins de Calcutá, em 1946. Foi um momento muito decisivo na história de vida dele, porque viu em primeira mão o caráter brutal do Império Britânico em ação. Desse ponto em diante, tornou-se-lhe claro que o curso natural das coisas seria o de, após a Segunda Guerra Mundial, os estadunidenses voltarem e desenvolverem a Índia e outros países em vias de desenvolvimento—como era a intenção de Franklin D. Roosevelt, a de desenvolver os países em vias de desenvolvimento com tecnologia estadunidense.

Lyn ficou chocado quando soube que Truman iria substituir Roosevelt, e disse aos seus contemporâneos na India que um grande homem tinha sido substituído por um homenzinho muito pequeno. E, ficou completamente chocado quando voltou aos Estados Unidos, e viu como as pessoas tinham desenvolvido uma certa grandeza na luta contra o Nazismo, e na luta contra o fascismo, e pelo terem estado na Segunda Guerra Mundial; como se tornaram pequeno-burgueses; derivando para a vida suburbana das cidades estadunidenses. Lyn desenvolveu um desprezo saudável por esse tipo de estilo de vida.

Depois, nas suas funções de consultor de negócios, deparou-se com as teorias de Norbert Weiner e de John von Neumann. Estudou teoria da informação e análise de sistemas, e reconheceu imediatamente que esses sistemas não eram capazes de descrever os processos económicos reais da economia física, que ele tinha começado a desenvolver para criar o seu próprio sistema, com base nas ideias de Leibniz.

Desenvolveu a ideia de economia física, que se tornou na fundação sobre a qual se veio a tornar no forecaster económico de maior sucesso do período recente. O seu amor por música Clássica—Bach, Beethoven—tinha-lhe dado apreciação pela importância do potencial cognitivo de cada indivíduo. Partindo desse ponto de vista, foi uma das muito poucas pessoas que, nos 1960s, quando quase toda a gente estava mesmerizada pelos hippies, pelo “flower power”… reconheceu imediatamente que esta transição de paradigma, que foi induzida pela oligarquia, destruiria, no longo termo, o potencial cognitivo da população. Começou uma campanha incessante contra o perigo das drogas e da contracultura sexo, drogas, rock n’ roll.

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Quando o Presidente Nixon mandou abaixo o sistema de Bretton Woods, em 15 de Agosto de 1971, LaRouche disse a verdade sobre as consequências que daí adviriam, para a nação e para o mundo, e aprofundou o seu ponto de vista num debate com o economista Abba Lerner, em 2 de Dezembro desse mesmo ano.

Portanto, creio que o ponto mais importante neste período inicial foi o facto de Lyn ter reconhecido o que estava implicado quando Richard Nixon, em 15 de Agosto de 1971, desassociou o dólar do padrão de ouro de reserva, para introduzir taxas de câmbio flutuantes. Lyn compreendeu que, o que Franklin D. Roosevelt pretendia do sistema de Bretton Woods (que tinha sobrevivido em parte àquilo que Churchill e Truman fizeram dele) estava então a ser totalmente destruído. Lyn disse, profeticamente, que, se tal tendência monetarista continuasse, levaria inevitavelmente ao perigo de uma nova depressão, de um novo fascismo, e ao perigo de uma nova guerra mundial—caso não houvesse antes a opção por uma nova ordem económica global justa.

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LaRouche rebateu a ideia maltusiana de que há limites para o crescimento populacional humano.

Maltusianismo Refutado

Imediatamente após isto, em 1973, Lyn criou uma Equipa de Estudo de [Holocausto] Biológico, para estudar o impacto da austeridade imposta pelo FMI e pelo Banco Mundial sobre o setor em vias de desenvolvimento; as infames condicionalidades FMI que tinham impedido os países em vias de desenvolvimento de investir em infraestrutura e em cuidados de saúde, ao invés forçando-os a pagar as suas dívidas artificialmente inflacionadas. Lyn disse que, se isso continuasse, levaria inevitavelmente à emergência de novas doenças e de novas pandemias. Previu que haveria o desenvolvimento de epidemias e de pandemias, e foi isso que aconteceu: SIDA, SARS, MERS, Ebola, e agora COVID-19. Nada disto teria de acontecer se as políticas de Lyn para o desenvolvimento dos países em desenvolvimento tivessem sido implementadas.

Partindo dessa perspetiva, Lyn também reconheceu imediatamente a devastação absoluta da implementação das políticas maltusianas do Clube de Roma, e da transição de paradigma que ocorreu no início dos 1970s. A transição, da ideia de que era natural que, a partir de certo ponto, todos os países em vias de desenvolvimento se viessem a desenvolver (como expresso nas décadas de desenvolvimento dos 1950s e dos 1960s, das Nações Unidas), à substituição dessa ideia pelas infames teorias do Clube de Roma: a ideia de que existem limites ao crescimento, a ideia de que população não é uma coisa boa; de que a “bomba populacional” é a maior ameaça à Humanidade; de que existe excesso de população.

Em essência, Lyn sabia que isto estava completamente errado: que ia em absoluto contra as leis do universo físico real. Ele desenvolveu uma das suas conceções mais importantes, a ideia de densidade populacional potencial relativa. Significando que é uma lei do universo que o número de pessoas deve aumentar; essas pessoas têm de desenvolver mais capacidades para alcançar longevidade, de modo a conseguirem garantir que ainda mais pessoas tenham a capacidade de desenvolver ainda mais e melhores competências, requerendo educação continuamente aumentada. E, o efeito de tudo isto seria desenvolvimento ilimitado. Sabia também que a premissa do Clube de Roma era completamente ridícula. A Terra não é um sistema fechado—toda a assumpção de base dos Maltusianos está errada.

Naturalmente, a imagem que tinha do Homem era a de que o Homem não é um contabilista que anda por aí a administrar recursos limitados, e certamente não é um parasita, como dizem os Verduscos hoje. Ao invés, as descobertas do Homem podem, por vezes sem conta, revelar-lhe novos princípios físicos que fazem parte do desenvolvimento do universo e que, com efeito, expressam o auge da sofisticação do mesmo.

A Primeira de Oito Corridas à Presidência

Dado que Lyn reconheceu o perigo que as ideias maltusianas representam para a Humanidade, decidiu, como indivíduo, como alguém que não era apoiado por Wall Street ou pela City de Londres, candidatar-se a Presidente dos Estados Unidos. Começou por fazê-lo sob o Labor Party, um partido que fundou em 1973. Foi o candidato do Labor Party na campanha Presidencial de 1976, afirmando-se contra a Comissão Trilateral e contra todas as suas ideias bancarrotas, contra o perigo de guerra nuclear, e pela necessidade urgente de industrialização do setor em vias de desenvolvimento.

Esta foi uma ideia tremendamente ousada. Lyn estava a falar a sério; entrou na eleição para ganhar a Presidência. A Presidência dos Estados Unidos é provavelmente a instituição mais poderosa do mundo atual. Isto deve-se à Revolução Americana, à ideia da Declaração de Independência, de que a vida, a liberdade e a procura da felicidade são o direito inalienável ​​de todos os seres humanos, concedido pelo próprio Criador. A Constituição dos Estados Unidos definiu que a responsabilidade do governo é a da proteção desses direitos inalienáveis de todos os seres humanos.

Esta foi, portanto, a primeira vez que existiu uma forma de governo que era o completo oposto do modelo oligárquico que existia nas monarquias, e de outras formas de governo na Europa, onde a ideia dominante era a de que o propósito de governo era o de proteger os privilégios da elite e manter a massa da população atrasada e subdesenvolvida.

Assim, e como independente, Lyn decidiu ir contra a plutocracia, o controle dos partidos Democrata e Republicano por Wall Street, e cumprir a promessa da Declaração de Independência e da Constituição Americana. Lyn concorreu à Presidência por oito vezes, em 1976, e depois de 1980 a 2004 como Democrata. Ele tinha a ideia de que precisava de travar essa batalha para transformar os Estados Unidos numa força para o bem, conforme pretendido pelos Pais Fundadores.

Como é que o Banco Internacional de Desenvolvimento Vai Funcionar

No ano anterior ao início da primeira campanha, em 1975, ele desenvolveu uma conceção revolucionária—o Banco Internacional de Desenvolvimento (IDB). Foi a ideia de que uma tal instituição deveria substituir o FMI; de que deveria ser uma incrível instituição de crédito para transferência de tecnologia para industrializar o assim-chamado Terceiro Mundo.

E, também em 1975, desenvolveu o Plano Oásis, que foi a ideia de desenvolver o Sudoeste Asiático; desenvolver novas águas, tornar aráveis os desertos. Ele desenvolveu, com os seus associados, um plano para a industrialização de África.

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Por volta de 1974, o Império Britânico começou a considerar Lyndon LaRouche como a maior ameaça ao seu sistema, à medida que LaRouche continuava a identificar as suas agências e agentes.

Como é natural, a oligarquia passou de imediato a ver Lyn como a maior ameaça ao seu sistema. Dado que, o que apenas depois se tornou conhecido, em 1974, Kissinger desenvolveu um estudo denominado NSSM 200 [Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200: Implicações de Crescimento Populacional Global para a Segurança e Interesses Externos dos EUA], que era um plano estratégico de redução populacional. Descaradamente, definia os recursos naturais de alguns dos mais populosos dos países em vias de desenvolvimento (13 países) como pertencendo ao interesse estratégico dos Estados Unidos. Logo, as suas populações deviam ser reduzidas, já que demasiadas pessoas consumiriam demasiados desses recursos naturais, nesses países. Este estudo escandaloso só foi tornado público nos 1990s, mas, e como é claro, cada palavra que Lyn então dizia ia completamente contra estas ideias.

Depois, publicámos os procedimentos de uma conferência que organizámos em 1979, em Paris (quando a campanha presidencial de Lyn já estava em pleno decurso), sobre a Industrialização de África.

Eu estava em Paris a organizar um seminário diplomático de uma semana com um grupo de embaixadores Árabes, e estes embaixadores tencionavam convidar Lyn para que viesse a Paris e lhes desse um curso de uma semana sobre o Plano Oásis, e sobre a sua teoria económica.

Isto iria ser um grande evento. Porém, o que aconteceu? Lyn tinha acabado de chegar dos Estados Unidos no dia em que o seminário deveria começar. Então, recebi um telefonema do embaixador iraquiano, que disse, infelizmente, devo dizer-lhe que o Sr. LaRouche tem que desenvolver uma “gripe diplomática”. Em essência, ele tem de dizer que está doente e que, portanto, não pode participar no seminário. Era suposto que Lyn fosse o orador principal, o professor principal. Porém, e o que aconteceu, foi que o próprio Henry Kissinger tinha voado para Paris nesse dia, para pressionar pessoalmente o governo Francês, e todos os embaixadores, para que cancelassem conjuntamente este evento.

Por 1976, já tínhamos passado um ano inteiro a mobilizar esforços em muitos países ao longo do mundo, em prol da implementação do Banco Internacional de Desenvolvimento (IDB). Tínhamos falado com muitas embaixadas do setor Não-Alinhado, de África, da América Latina. No Outono de 1976, o Movimento Não-Alinhado adotou na prática esse plano para uma Nova Ordem Económica Mundial, na sua conferência de Colombo, no Sri Lanka.

Portanto, estávamos extremamente felizes. Liguei para todos os media na Alemanha e perguntei: “Quando é que vão reportar isto?” Eles disseram, de forma totalmente arrogante: "Não vamos reportar isto, porque não tem valor noticioso." Eu disse, “O quê? Três quartos da espécie humana querem uma Nova Ordem Económica Mundial, e está a dizer-me que isso não tem valor noticioso?”

No sentido horário, a partir do canto superior esquerdo: Frederick Wills, Ministro das Relações Exteriores, Guiana; José López Portillo, Presidente do México; Indira Gandhi, Primeira Ministra da India.

Bom, essa foi a primeira grande lição sobre o modo como os media são controlados. Daí, o que aconteceu foi uma retaliação tremenda, onde líderes do Terceiro Mundo, Indira Gandhi, Sra. Bandaranaike, Presidente Bhutto, foram todos eles desestabilizados, e também o General Juan Velasco Alvarado do Perú já em 1975, e ele era um dos líderes deste movimento. Todos eles foram destituídos ou mortos. Tudo isto aconteceu sob as ordens do FMI e do Departamento do Estado dos EUA. Porém, Fred Wills, ministro das Relações Exteriores da Guiana, apresentou a conceção do IDB à Assembleia Geral das Nações Unidas em 1976.

Em 1976, Lyn estava a concorrer à presidência dos Estados Unidos, e eu a Chanceler na Alemanha. Achei que isso era necessário porque as alternativas eram Helmut Kohl e Helmut Schmidt—Kohl sendo o vosso típico conservador medíocre, e Schmidt, que tinha algumas boas características, mas que também deu aval a Hjalmar Schacht, o ministro das Finanças de Hitler, ou às políticas de Schacht.

Achei necessário lutar por uma alternativa. A dupla candidatura aproximou-nos bastante, a mim e a Lyn, e em 1977 casámo-nos. Este foi então o início de um casamento verdadeiramente lindo, e que me é muito precioso.

As ameaças de morte começaram de imediato. A assim chamada Facção do Exército Vermelho, os grupos Baader-Meinhof. O acrónimo para Facção do Exército Vermelho [Red Army Faction] é RAF, que também é o acrónimo para a Royal Air Force da Grã-Bretanha. Portanto, uma pessoa pode ficar na dúvida. Uma parte da alegada terceira geração dessa RAF terrorista provavelmente nunca sequer existiu. Os inimigos das conceções de Lyn estavam determinados a suprimir as suas ideias.

Lyn prosseguiu com as suas campanhas presidenciais. Em 1980, fez campanha contra George Bush, Sénior, e arruinou as ambições presidenciais de Bush naquela época, o que lhe rendeu a hostilidade vitalícia da família Bush. Porém, também o levou a conhecer o Presidente Reagan, o que acabou por se revelar muito frutífero mais tarde.

Operação Juárez

Em 1982, fizemos um grande número de coisas. López Portillo, o Presidente do México, que veio a conhecer o nosso movimento juvenil no México, ficou completamente intrigado com o fato de haver jovens dispostos a lutar por tais ideias. Portanto, quis saber mais sobre LaRouche. Quando o peso foi colocado sob ataque massivo, e foi organizada uma enorme fuga de capitais para fora do México, convidou-nos a ir à Cidade do México. Pediu a Lyn que o ajudasse a defender a soberania e a moeda do México.

Lyn elaborou de imediato um programa, não apenas para o México, mas para toda a América Latina. E isto foi denominado de Operação Juárez. Foi a ideia de um plano de desenvolvimento infraestrutural, de uma reorganização da dívida, e basicamente mecanismos desenvolvidos de crédito para criar desenvolvimento real de longo prazo ao longo de todo o continente Latino-Americano. Naquela época, a América Latina tinha uma dívida de USD 200 biliões. Essa dívida foi paga muitas vezes consecutivas, e isto é o que chamamos de “aritmética de banqueiro”, porém USD 200 biliões (que hoje são proverbiais trocados, em termos de todos estes triliões hoje a serem bombeados no sistema sob flexibilização quantitativa), USD 200 biliões, em 1982, era considerado suficiente para mandar abaixo Wall Street e a City de Londres.

Quando López Portillo implementou essa política em 1 de Setembro de 1982, aconteceu que eu e Lyn, nesse dia, estávamos em Frankfurt, na Alemanha, a reunir-nos com a administração da Instituição de Crédito para Reconstrução [Kreditanstalt für Wiederaufbau]. Às 11 da manhã, estávamos simplesmente ali, a conversar. Um dos maiores corretores cambiais entrou a correr na sala e disse, “Já está! É o fim de Wall Street! Isto é uma bomba de dívida pelos países Latino-Americanos. É o fim do sistema!” Lyn limitou-se a sorrir e disse-lhe, “Não, não se preocupe”, “É apenas uma forma de salvar estes bancos; dado que, reorganizá-los de uma forma ordeira é a única forma pela qual podem realmente ser salvos”. Esse foi realmente um momento notável e interessante. Porém, os oligarcas acreditaram que era o fim do sistema deles, e a sua determinação em ir atrás de Lyn aumentou.

Nesse mesmo ano, fomos à India e encontrámo-nos com Indira Gandhi. Trabalhámos com ela num plano de desenvolvimento de quarenta anos para o desenvolvimento da India, algo que também fazia parte da conceção de Lyn para desenvolver o mundo inteiro. A conjunção destes programas, o programa do México, o programa da India, América Latina, Ásia, África—isto basicamente teria significado que toda a ordem Maltusiana, como foi então desenvolvida, teria sido desfeita.

No mesmo ano, Lyn começou a trabalhar noutro grande desígnio para a mudança do mundo, e isso foi que, desde o final dos 1970s, descobrimos que os cientistas soviéticos estavam a desenvolver armas de irradiação energética [“beam weapons”]. Tinham desenvolvido um tal sistema de defesa para a cidade de Moscovo.

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Lyndon LaRouche discursa numa conferência "Irradie-se a Bomba" em Washington, D.C., 13 de Abril de 1983.

Um Impulsionador Científico: Tecnologia a partir de Novos Princípios Físicos

Lyn estava persuadido de que o maior perigo de guerra nuclear surgiria quando um lado—fosse a NATO ou o Pacto de Varsóvia—adquirisse a capacidade de desenvolver novos sistemas de armas baseados em novos princípios físicos, assim tornando obsoletas as armas nucleares. Nesse momento, esse lado sentir-se-ia encorajado a usar armas nucleares enquanto as mesmas ainda eram utilizáveis. Também se teve a ascensão da crise dos mísseis de médio alcance, onde, na Europa, se tinham os mísseis Pershing II, de um lado, e os SS-20, do outro, apontados uns aos outros, com um percurso de apenas três ou quatro minutos até atingirem os seus alvos. Estavam sempre em condição de lançar-sob-alerta e, nessa época, havia um gigantesco movimento de paz, de pessoas que sabiam que estávamos à beira da III Guerra Mundial.

Lyn desenvolveu uma conceção pela qual as duas superpotências (os Estados Unidos e a União Soviética) não entrariam numa nova corrida às armas, mas, em vez disso, desenvolveriam tais novos sistemas em parceria—desenvolveriam e implementariam esses sistemas conjuntamente e, pela primeira vez, tornariam tecnologicamente obsoletas as armas nucleares. A defesa tornar-se-ia menos onerosa que o ataque. Um desígnio absolutamente brilhante. Não foi aquilo que os media alegaram, quando lhe chamaram de Guerra das Estrelas [i.e. “Star Wars”]. Ao invés, foi uma conceção viável e brilhante de como tornar tecnologicamente obsoletas as armas nucleares.

Ao longo de um ano inteiro, organizámos conferências: em Roma, em Paris, em Bona (à época, Bona era a capital da Alemanha), e em Washington. A partir disto, desenvolveram-se negociações entre Lyn e os representantes da União Soviética numa assim-chamada “negociação de bastidores”, durante a qual a União Soviética estudou seriamente se deveria ou não adotar essa política.

Um ano depois, em Fevereiro de 1983, os representantes soviéticos enviaram uma mensagem de Moscovo a dizer que a ideia tinha sido rejeitada porque, disseram, traria mais vantagens ao Ocidente. Mais tarde, descobrimos as razões reais; nomeadamente, que o plano Ogarkov tinha objetivos completamente diferentes e, portanto, rejeitaram-no. Porém, no dia 23 de Março, o Presidente Reagan anunciou que essa mesma política seria a política estratégica oficial dos EUA, e batizou-a de SDI, Iniciativa Estratégica de Defesa.

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O movimento LaRouche conduz uma manifestação Irradie-se a Bomba, em apoio à Iniciativa Estratégica de Defesa do Presidente Reagan. Washington, D.C., 15 de Setembro de 1983.

Um pouco mais tarde, Lyn elaborou o que essa política poderia ter sido. Nomeadamente, e num protocolo para as superpotências, descreveu como o desenvolvimento dessas novas tecnologias, baseadas em novos princípios físicos, levaria a um impulsionador científico no campo militar. E como, se fossem aplicadas no setor civil, levariam a um aumento incrível da produtividade da economia. Então, e se as duas superpotências trabalhassem em parceria, poderiam dissolver os blocos militares do Pacto de Varsóvia e da NATO e, em conjunto, fazer uma transferência de tecnologia para o setor em vias de desenvolvimento, assim colocando um ponto final ao caráter desses países como surrogados geoestratégicos num confronto entre superpotências. E, dessa forma, poder-se-ia prosseguir resolutamente na direção da superação da pobreza, e na direção do desenvolvimento do assim chamado Terceiro Mundo.

O presidente Reagan adotou essa política. Escreveu duas cartas oficiais aos soviéticos, oferecendo assistência estadunidense à aplicação dessas tecnologias no setor civil. Isto não é geralmente discutido, mas o facto é que estivemos muito perto de estabelecer uma ordem mundial completamente humana.

Naquela época, a determinação da oligarquia em ir realmente atrás de Lyn escalou. Isto porque Lyn não só foi capaz de definir conceções que teriam mudado o mundo para melhor, mas também conseguiu que chefes de Estado implementassem essas ideias: López Portillo, Indira Gandhi, Presidente Reagan. Portanto, quando a União Soviética rejeitou a oferta de Reagan em 1984, ele disse, se os soviéticos mantiverem a sua atual política, colapsarão em cinco anos. E, como sabem, eles de facto colapsaram. A previsão foi concretizada em 1989, quando o Muro [de Berlim] caiu.

Em 1982, quando tudo isto se tornou muito claro, que Lyn estava a ter estes impactos, Henry Kissinger, em Maio, fez um discurso infame na Chatham House em Londres, onde admitiu que sempre seguiu as ordens do Império Britânico muito mais de perto do que as do governo dos Estados Unidos.

Em Agosto de 1982, Kissinger escreveu uma carta ao chefe do FBI à época, William Webster, e exigiu que houvesse uma investigação de Lyndon LaRouche, sob a alegação de que seria um agente de influência soviético. Nada estava mais longe da verdade, mas foi aí que, em essência, todo o aparato (que estava completamente perturbado após a colocação do SDI na agenda, por Reagan), entrou em modo completamente selvagem. Bush, Schulz, essa facção.

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Lyndon LaRouche e Helga Zepp-LaRouche na conferência de estabelecimento do Instituto Schiller, 1984.

Estabelecimento do Instituto Schiller

Porém, este foi um período no qual fizemos muito. Em 1984, demos início ao Instituto Schiller. Foi uma ideia minha, mas Lyn apoiou-me completamente. Muito rapidamente, o Instituto Schiller, que defendia a ideia de que havia que substituir a política atual por uma política externa baseada em estadismo, e que as nações deveriam relacionar-se sempre entre si por referência ao melhor umas nas outras. A melhor cultura, as melhores tradições. Que havia que lutar por uma nova ordem económica mundial, e por um renascimento da cultura Clássica. Portanto, e nos 36 anos desde então, o Instituto Schiller veio a tornar-se numa instituição muito influente ao longo dos cinco continentes.

Também em 1985, organizámos uma conferência maravilhosa em homenagem a Krafft Ehricke, um dos grandes cientistas e visionários espaciais, que não tinha apenas desenvolvido conceções belas sobre a colonização da Lua e o desenvolvimento de Marte, como desenvolveu a ideia do “imperativo extraterrestre.” A ideia de que a Humanidade transformaria completamente a sua natureza através de empreendimento espacial. Ehricke era um bom amigo de nós os dois.

Lyn foi incrivelmente produtivo ao longo de todos esses anos. Nos 1970s, ele já tinha desenvolvido conceitos-chave sobre as leis fundamentais do universo. Tinha desenvolvido o modelo económico Riemann-LaRouche, que era baseado nos princípios físicos do universo real, e não em crenças baseadas na percepção sensorial de meras sombras, e esta foi a maneira pela qual se tornou no melhor forecaster do planeta. Tornou clara a diferença fundamental entre as tradições Platónica e Aristotélica na História europeia.

Lyndon LaRouche com seu amigo Norbert Brainin, primeiro violinista do Quarteto Amadeus.

Música Clássica e a Fundação para a Energia de Fusão

Também nessa altura, Lyn iniciou uma campanha maravilhosa para a proteção dos princípios da música Clássica, a chamada afinação de Verdi, que foi endossada por todos os grandes cantores da época, e por muitos instrumentistas. A partir desse trabalho, Lyn desenvolveu uma estreita amizade com Norbert Brainin, que era o primeiro violinista do famoso Quarteto Amadeus. Uma vez, Norbert passou dois dias na nossa casa na Virginia. Ele e Lyn conversaram por horas e horas—dois dias inteiros, sobre música—e, no final disto, Norbert disse: "Bom, sabe muito mais sobre música do que eu." Acredito que isto foi uma caracterização correta. Lyn também desenvolveu amizades bonitas com cantores como William Warfield e Sylvia Olden Lee; com Piero Cappuccilli, com Carlo Bergonzi.

Em 1974, Lyn criou a Fundação para a Energia de Fusão [Fusion Energy Foundation], uma instituição científica que lutava pelas fronteiras da ciência, incluindo as ciências da vida, e que também se dedicava a avançar projetos de desenvolvimento em grande escala. Nos 1980s, tínhamos reunido à nossa volta mais de cem cientistas de topo, que concordaram connosco em construir três universidades privadas, uma no Perú, uma nos Estados Unidos, e uma na Alemanha, para ensinar o método científico de Lyn.

Tudo isso foi interrompido com o infame raide à nossa casa, e dos nossos escritórios em Leesburg, com os processos judiciais que se seguiram. A vida desta organização foi completamente mudada. Até 1986, estávamos a construir, éramos otimistas, estávamos apenas envolvidos em conceitos produtivos sobre como tornar melhor o mundo. Porém, após esse raide, tivemos de passar a defender-nos e, obviamente, com a acusação de Lyn, e com o facto de ele ter sido inocentemente aprisionado, esta organização teve realmente que lutar pela nossa existência. Queriam livrar-se completamente de nós.

Porém, antes do encarceramento de Lyn, e uma vez mais de modo completamente profético, ele escreveu um artigo em 1987 onde dizia, se eu me tornar Presidente em 1989, garantirei que haverá uma unificação da Alemanha com Berlim como capital. A ideia de que a Alemanha deveria ser unificada, e de que deveria ter um tratado de paz, era também parte do nosso acordo de casamento. Concordámos que o Lyn seria Presidente dos Estados Unidos durante oito anos, e depois eu seria Chanceler da Alemanha por oito anos. Portanto, isto era uma espécie de brincadeira, mas não completamente. Também estávamos a falar a sério.

Então, em 1988, Lyn deu a famosa conferência de imprensa no Hotel Kempinski em Berlim, onde previu que, em breve, a Alemanha seria unificada, com Berlim como a capital. Uma vez mais, e como tinha acontecido em 1984, com o prognóstico de Lyn de que a União Soviética entraria em colapso, em 1988, ninguém acreditava que a Alemanha viria a ser unificada. Portanto, e quando o Muro caiu, um ano depois, éramos os únicos a ter uma ideia do que fazer. Lyn já estava inocentemente na prisão, mas lançámo-nos imediatamente ao trabalho à volta do Triângulo Produtivo: a ideia de desenvolver a Europa de Leste com a ajuda de tecnologia moderna.

Quando a União Soviética colapsou em 1991, expandimos imediatamente a nossa visão para conceber a Ponte Terrestre Eurasiática: a ideia de conectar a população e os centros industriais da Europa com aqueles da Ásia através de corredores de desenvolvimento. Promovemos essa conceção em literalmente centenas de seminários e conferências. Tenho a certeza absoluta de que todo esse esforço influenciou em muito o que depois se tornou na Nova Rota da Seda chinesa, a Iniciativa do Cinturão e Rota.

A Tarefa é Agora Vossa

O contributo mais importante de Lyn reside, porém, no seu método de pensamento. Ele abriu o acesso a ideias que tinham sido completamente esquecidas, postas de lado pela reescrita da história, e da história das ideias, pela oligarquia. Tornou novamente possível às pessoas que compreendessem o poder espiritual da mente para a hipótese. Um método que, se aplicado por jovens ao longo de todo o mundo, simplesmente significará (e, tem de significar) que muitos dos jovens no mundo terão acesso a uma maneira de se tornarem génios. Muitos de vocês tornar-se-ão líderes extraordinários, com o potencial para mudar o mundo para melhor.

Então, qual é a lição a tirar de tudo isto? Será que vamos desistir apenas porque os oponentes de Lyn destruíram de tal forma o mundo? Eles têm o sucesso questionável de terem sucedido; isto significa que estamos à beira da III Guerra Mundial, de fome, de epidemia, e de colapso geral.

Porém, considerem (e ouviremos mais sobre isto ao longo do resto do evento) que, se as ideias de Lyn tivessem sido implementadas durante os últimos 40 anos, teríamos África como um jardim florescente. Teríamos a América Latina completamente desenvolvida. Muitos países não seriam menos desenvolvidos do que a China é hoje. A Europa não seria o caos culturalmente relativista que é agora; a Europa teria reavivado a cultura encantadora da Renascença Dourada, e do período Clássico Alemão de Schiller e Beethoven. Os Estados Unidos seriam uma força para o bem, e as pessoas ao longo do mundo seriam felizes em ser amigas desse grande país.

Acredito que a História irá, com certeza—se vier a haver uma História—registrar que os inimigos de Lyn foram os piores malfeitores, a par de todos os malfeitores anteriores do mundo, entre os quais Hitler e outros. E, que o mundo se teria tornado num lugar bem mais lindo se as ideias de Lyn tivessem sido implementadas.

Essa tarefa é agora vossa. Vocês serão as pessoas que terão de criar uma nova era para a Humanidade. Se pensam que esse trabalho é demasiado avassalador, então eu acho que devem sentir-se confiantes. Isto porque toda a História da Humanidade é a prova de que a conceção de Leibniz, de que vivemos no melhor de todos os mundos possíveis, é verdadeira: todo o grande mal gerará um bem ainda maior. Acho que isso é exatamente o que podemos fazer, e isso depende absolutamente de haver pessoas suficientes com o potencial para se tornarem genuínos grandes líderes. É nisso que eu quero que vocês se tornem.

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