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Próxima Mesa Redonda do EIR em 4 de setembro: “Uma Alternativa à Guerra e à Pilhagem nas Américas”

Segue abaixo o texto do convite para a próxima mesa redonda, a ser realizada em 4 de setembro, patrocinada pela EIR e pela Coalizão Internacional pela Paz, intitulada “Uma alternativa à guerra e à pilhagem nas Américas”. Mais informações em termos de lista de palestrantes e horário será disponíveis em breve.

O mesmo perigoso formulador de políticas do Pentágono que atualmente defende uma mudança na política dos EUA em direção às armas nucleares táticas — para melhor conduzir uma guerra nuclear contra a Rússia e a China —, o Subsecretário de Guerra para Políticas, Elbridge Colby, também foi o principal autor do documento da Estratégia de Segurança Nacional (NSS) divulgado pelo governo Trump em dezembro de 2025. Esse documento defende a expulsão de todos e quaisquer projetos de desenvolvimento econômico chineses das Américas e a polarização acentuada da Ibero-América e do Caribe entre direita e esquerda, a fim de permitir que Wall Street assuma o controle total de toda a região, composta por 33 nações soberanas e cerca de 673 milhões de pessoas — com a opção de intervenções militares diretas dos EUA para fazer valer a política dos banqueiros, conforme necessário. A política antimigratória associada do governo Trump é pouco mais do que uma versão atualizada do ditado malthusiano do agrônomo de Rockefeller, William Paddock: reduzir a população do México pela metade “ao fechar a fronteira e vê-los gritar”.

O estadista estadunidense Lyndon LaRouche defendeu por muito tempo a política exatamente oposta à de Colby: os EUA deveriam cooperar com a China em grandes projetos na Ibero-América (assim como no mundo inteiro), e buscar a unidade entre um conjunto de nações soberanas com governos politicamente distintos, assim como fizeram John Quincy Adams e Franklin Delano Roosevelt — este último em estreita aliança com Getúlio Vargas, do Brasil, e Lázaro Cárdenas, do México. LaRouche promoveu, como projeto emblemático dessa integração ibero-americana, a construção de um Corredor Ferroviário Bioceânico, como o que ligaria o porto de Chancay, no Peru, no Pacífico, ao porto brasileiro de Ilhéus, no Atlântico — um projeto atualmente em análise pelos governos do Brasil, do Peru e da China.

LaRouche imaginava que tal corredor ferroviário bioceânico formaria a espinha dorsal de uma rede continental de trens de alta velocidade, conectando-se, passando pela América Central, México, Estados Unidos e Canadá, ao projeto do túnel do Estreito de Bering, ligando-se a partir daí à Iniciativa do Cinturão e Rota da China na Ásia. Ele previa o surgimento de centenas de cidades ao longo desses corredores ferroviários de 100 km de largura, com a criação de milhões de novos empregos qualificados e a realização de projetos impulsionadores da ciência nas áreas de energia nuclear, mineralogia, ciência espacial e outras. Ele propôs a integração dos três grandes sistemas fluviais da América do Sul — o Orinoco, o Amazonas e o Rio da Prata —, bem como outros projetos de canais e recursos hídricos para aumentar drasticamente a produção de alimentos, especialmente nas regiões das Planícies Orientais (Colômbia e Venezuela), do Cerrado (Brasil) e dos Pampas (Argentina).

E LaRouche insistiu que impulsionar essa industrialização a base de tecnologia avançada, começando por grandes projetos de desenvolvimento, era a única abordagem eficaz para a criação de empregos na Ibero-América, capaz de resolver as causas subjacentes da crise migratória. Essa política está em total consonância com as opiniões expressas pelo Papa Leão XIV durante sua visita à Espanha em junho de 2026, de resolver a crise migratória por meio do desenvolvimento econômico nos países de origem. O Papa tem agora programada uma visita à Argentina, ao Uruguai e ao Peru em novembro deste ano.

Essa disputa política — o despovoamento malthusiano versus grandes projetos para alcançar a integração físico-econômica — está hoje chegando ao auge na Ibero-América com as próximas eleições presidenciais de 4 de outubro no Brasil, um dos membros fundadores do BRICS. A City de Londres e Wall Street têm dado grande importância a assegurar que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva não seja reeleito e, para isso, têm usado o governo Trump para atacar o Brasil com uma guerra econômica e política. Um de seus maiores temores é que Lula possa trabalhar com a recém-eleita presidente do Peru, Keiko Fujimori, apesar de suas diferenças ideológicas, em projetos conjuntos de infraestrutura, como o Corredor Bioceânico, que são benéficos para ambos os países. “Conte com o Brasil para construirmos juntos uma América do Sul mais próspera, integrada, democrática e soberana”, escreveu Lula a Fujimori em uma mensagem de felicitações de 3 de julho, quando as autoridades eleitorais do Peru confirmaram sua vitória.

Londres e Washington lançaram um ataque semelhante contra a África do Sul, outro membro fundador do BRICS, por motivos relacionados.

O presidente Lula defendeu com veemência a soberania e o direito do Brasil ao desenvolvimento, diante desse ataque. Em um artigo de opinião publicado no Washington Post em 26 de julho, ele escreveu: “A América Latina e o Caribe não precisam nem de porta-aviões patrulhando suas águas nem de tarifas punitivas. O que nos falta são parceiros confiáveis e previsíveis… Nesse vácuo, outros países se apresentaram como alternativas, oferecendo uma agenda positiva capaz de promover o desenvolvimento econômico e social”, escreveu Lula. Para ser “um parceiro digno de nossos interesses de desenvolvimento”, os Estados Unidos deveriam parar de “dividir o mundo em esferas de influência e buscar empreendimentos neocoloniais em busca de recursos estratégicos”.

A Mesa Redonda da EIR/CIP contará com palestrantes especialistas do Brasil e do Peru discutindo o projeto do porto de Chancay e do Corredor Bioceânico, como exemplos do tipo de grandes projetos de infraestrutura necessários para trazer paz por meio do desenvolvimento em todo o planeta. E outros participantes de destaque internacional deliberarão sobre as mudanças políticas mais amplas nas relações Norte-Sul que são urgentemente necessárias em nível global.


Para informação adicional, enviar email a preguntas@larouchepub.com

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